minicurso online

Cópia de Cinema e Geopolítica Latino-Ame

Cinema e Geopolítica Latino-Americana foi a primeira aula do minicurso oferecido pelo CineGRI, gravada em 19 de janeiro de 2016. Ministrada pelo professor Dr. André Roberto Martin do departamento de Geografia da FFLCH-USP, responsável pelas linhas de pesquisa sobre Geografia Política, Planejamento e Recursos Naturais, essa aula inaugurou a nossa série de discussões sobre o papel da América Latina nos nossos tempos.
 

A principal problematização levantada neste curso é sobre o sentido que damos ao conceito de América Latina na nossa atualidade, analisando como as disputas ideológicas e políticas no âmbito nacional e internacional alteraram essas concepções ao longo dos períodos históricos. O debate nos chama atenção para questões do poder de uma classe sobre a outra e a influência dos Estados nas Relações Internacionais, que estão presentes no conceito de América Latina.

 

Logo no início da discussão, o professor Dr. André Martin comenta sobre a importância da linguagem cinematográfica para entender assuntos complexos da realidade internacional e sugere dois filmes: A Independência Inconclusa (2010), de Luis Vera, e Queimada! (1969), de Gilo Pontecorvo. Além disso, trata sobre diferentes perspectivas da construção de América Latina e o que nos levou ao novo conceito de América do Sul, buscando também trazer reflexões sobre a nossa identidade étnica e cultural.
Uma ótima aula para quem tem interesse em compreender as complexidades da Geopolítica Latino-Americana!

 

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Cópia de Cinema e Geopolítica Latino-Ame

A aula Democracia na América Latina: Pressupostos e Desafios, ministrada pela professora Dra. Rosemary Segurado, fala sobre a fragilidade da democracia nos países latino-americanos. O episódio aborda as ditaduras na região, o imperialismo e o neocolonialismo americano, além dos reflexos e das "heranças" dos regimes ditatoriais.
No começo da aula, a professora comenta sobre a luta secundarista pela merenda e, mesmo que o comentário não faça parte propriamente do assunto, ele é muito pertinente e lembra as ocupações de escolas brasileiras ocorridas em 2016, as quais mostram que todos – mesmo jovens – podem fazer política. Em seguida, a professora exibe um trecho do filme Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha, onde é retratado o andamento de um golpe no fictício país de El Dourado, uma alegoria ao golpe militar no Brasil, mas que serve muito bem para os demais países da América do Sul, pelo histórico de seguidos golpes sofridos por esses países.

 

Dois trechos do documentário Ao Sul da Fronteira (2009), de Oliver Stone, também são exibidos para discutir a eleição de governos populistas com ideais de esquerda nos países sul-americanos e o papel dos meios de comunicação nacional e internacional ao influenciar a opinião pública, levando a golpes disfarçados de busca pela democracia, em que é possível ver claramente os interesses estadunidenses nas reservas de petróleo e recursos naturais dos países da América do Sul. Isso resultou em diversos golpes sofridos pelos países sul-americanos quando não atendiam aos interesses imperialistas, especificamente da reprodução e geração de riquezas para países ditos desenvolvidos, mantendo os países subdesenvolvidos em uma situação de submissão e dependência.

 

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O vídeo Corrupção: Condição de Existência do “Sistema”? é o terceiro episódio do minicurso Cinema e Geopolítica Latino-Americana. Ministrado pela professora Rayssa Pereira Mendes, o episódio aborda a corrupção e a crise de representatividade vivenciadas pela América Latina, analisando diversas situações históricas e mecanismos políticos.
Essa problemática não é recente na região. Desde a década de 1990, são noticiados casos como o impeachment do então presidente brasileiro Fernando Collor e o esquema de propinas do ex-presidente mexicano Carlos Salinas – o qual contou com a participação de Fujimori do Peru. Contemporaneamente, é possível citar a organização da operação Lava-Jato, o impeachment da presidente Dilma Rousseff e o estabelecimento do governo interino de Michel Temer, situações vivenciadas pelo Brasil em 2016.



 

 

O Contudo, seria a corrupção um problema restrito aos países latino-americanos? Essa é uma das primeiras questões levantadas por Rayssa e, ao longo do vídeo, a professora nega essa suposição. O espectador é levado a refletir sobre a estreita relação entre poder, política e interesses privados, que perpassa diferentes sociedades ao redor do mundo. Alguns exemplos internacionais que retratam essa universalização da corrupção são a operação Mãos Limpas, ocorrida na Itália na década de 90, e a questão dos paraísos fiscais na Suíça.
Além disso, é questionado o papel que a corrupção desempenha no sistema: seria ela a causa ou a consequências dos problemas? Causa ou consequência, é importante considerar que ela está intimamente relacionada à atual estrutura das instituições e que uma visão simplista do tema apenas abre margem para “caça às bruxas” e oportunismo político. A problemática da corrupção não é invencível, entretanto é necessário lembrar que “onde existe o corrupto, existe o corruptor”. Não basta prender ou cassar o mandato de alguns corruptos, é preciso também desestruturar o corruptor. 

 

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O vídeo Narcotráfico e Violência Armada é uma aula do professor Rafael Villa a respeito da produção e do comércio ilegais de substâncias proibidas – o chamado narcotráfico.
O professor reflete sobre o funcionamento dos cartéis, popularizados na Colômbia com Carlos Lehder e Pablo Escobar, e sobre como eles estão ligados à dinâmica da política internacional. É discutido também o papel dos Estados Unidos, que levou o debate a nível mundial, tratando o problema como exclusivamente dos países produtores – ignorando que os EUA constituíam um dos principais mercados da droga. Nessa perspectiva, o presidente Nixon declarou “guerra às drogas”. Como consequência, a proibição – associada a questões culturais e preconceituosas (a cocaína era associada aos negros; a cannabis, aos mexicanos) – gerou um efeito reverso: a produção foi impulsionada e, agora, adquire novos contornos.


 

 

O narcotráfico acaba se constituindo como um estado dentro do Estado – supre a necessidade da população local e é uma opção ao desemprego, tornando-se uma espécie de política pública socialmente legitimada. Assim, adquire um caráter mais amplo e difícil de controlar: quando os cartéis foram eliminados, a produção não foi; o negócio já havia sido expandido para a sociedade, não mais pertencia a um grupo pequeno. Esse tipo de relação é característica da América Latina, região que concentra 80% da produção de folha de coca e cocaína mundial – principalmente na Bolívia, Peru e Colômbia. Os outros países servem como rota – um negócio que ultrapassa muitas fronteiras. O produto é exportado majoritariamente para os EUA e para a Europa: o Brasil é rota para a saída rumo ao continente europeu. Há, assim, uma espécie de Divisão Internacional do Trabalho: os países subdesenvolvidos produzem; os desenvolvidos consomem e acumulam o capital que advém da droga.
Por fim, fala-se dos diferentes tipos de políticas de drogas: legalização, liberação, regulamentação, descriminalização, despenalização – imprescindíveis para o debate.

 

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A aula Movimentos Sociais e Resistências, ministrada pela professora Rita de Cássia Alves Oliveira (doutora em Antropologia pela PUC-SP), fala sobre a importância da juventude nos movimentos sociais da América Latina. Entre os movimentos citados pela professora, estão a Primavera Árabe, o Ocupa Sampa, o “Copa Pra Quem?”, o Movimento Passe Livre, o Anônimos Brasil, a Primavera Secundarista e a Mesa Amplia Nacional Estudiantil – MANE Colômbia.
Ao longo da aula, é debatida a maneira pela qual a população adulta enxerga a juventude, que por vezes não está associada à luta pela democratização social. No entanto, uma recente onda revolucionária (no caso, a Primavera Árabe), foi a contrapartida para se criar a agregação dos jovens aos movimentos sociais. A ida às ruas, o enfrentamento dos policiais e dos grupos neonazistas, os problemas de ocupação no centro de São Paulo e as movimentações emocionais foram algumas adversidades enfrentadas por jovens no ano de 2011 pelo movimento Ocupa Sampa. 

 

O “efeito dominó” do processo de aprendizagem com a experiência do outro foi o que estimulou o jovem a desencadear organizações em outros países da América Latina, por exemplo a Mesa Amplia Nacional Estudiantil – MANE na Colômbia. Todas essas vertentes tiveram como fortes aliadas as redes sociais, seja pelo compartilhamento rápido de informações ou pelos discursos por meio de sons, imagens e textos que transcenderam para as ruas como forma de grafite, faixas e/ou camisas. A articulação em rede é um meio de denúncia e embala o momento fecundo de discussão sobre diversos temas que não se limita somente ao Brasil, mas sim a toda América Latina. 
Para enriquecer o debate, são trazidos filmes como La Rebelion De Los Pinguinos (2007), dirigido por Simón Bergman, e Acabou a Paz, Isso Aqui Vai Virar Chile (2015), de Carlos Pronzato.

 

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