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  • Rosa e Momo (2020)

    Foto publicada em 26 de outubro de 2020 |Copyright REGINE DE LAZZARIS AKA GRETA / Netflix. Fonte: https://br.web.img3.acsta.net/r_1920_1080/pictures/20/10/26/14/12/1822118.jpg #PraCegoVer [Fotografia]: a fotografia mostra ao fundo um grande lençol marrom e lençóis brancos, azuis e coloridos pendurados no varal e encharcados pela chuva. Mostra Momo (Ibrahima Gueye) e Rosa (Sophia Loren) parados na chuva, Rosa sentada e Momo em pé, curvado em sua direção. Momo usa um casaco camuflado e Rosa uma camiseta florida. “Dizem que tudo já está escrito e que não se pode mudar nada. Quero mudar tudo. Quero voltar ao início, quando nada tinha sido escrito.” — Momo Essa frase abre o filme e nos apresenta Momo (Ibrahima Gueye), um senegalês órfão que vive na Itália sob os cuidados de um velho médico e que por motivos fisicos se vê incapacitado de continuar com essa adoção. Momo então, passa a morar na casa de Madame Rosa ( Sophia Loren) que dá abrigo para filhos de prostitutas. O filme, dirigido por Edoardo Ponti, filmado na Itália, aborda temas complexos como a prostituição, a transexualidade, a infância perdida, o tráfico de drogas e os traumas deixados por Auschwitz. Temas pesados e sombrios vistos pela ótica de uma criança solitária. Momo é rebelde no início da obra e sofre atritos com Madame Rosa, que relutantemente o abriga em sua casa, mas incentivado pelo chefe do tráfico, Momo permanece com Rosa para não atrair atenção da polícia. Com o desenrolar, vemos Momo se envolvendo e crescendo no tráfico, sua felicidade é visível ao ser promovido dentro do sistema criminal e com o dinheiro recebido compra uma bicicleta, primeiro traço de infância apresentado. Rotulado como ladrão, marginal e criminoso, Momo é uma criança solitária que não teve exemplos a serem seguidos. Do outro lado, há Madame Rosa, uma típica matrona italiana, sobrevivente de Auschwitz e com traumas de infância que aos poucos a corroem. Em fato, Madame Rosa não fala diretamente para Momo que é uma sobrevivente, mas os códigos em seu braço deixam evidente ao telespectador e, em determinado momento, ela cita sua estadia no holocausto, ficando satisfeita por aquela palavra terrivel não siginificar nada a Momo. A obra é sensível, mostra as dificuldades enfrentadas por um órfão, negro, refugiado em um país estranho, completamente sozinho. A infância perdida é demonstrada na malandragem da rua e na exclusão sentida ao frequentar a escola, que deveria ser responsável pelo acolhimento, e o amadurecimento precoce de Momo ao ser consciente da maldade que existe no homem. “Sou jovem e tenho toda a vida pela frente. Eu sei disso. Mas não ligo muito para a felicidade. Se aparecer, ótimo. Se não… foda-se. Não somos da mesma raça.” — Momo Entretanto, mesmo com todas as mazelas e cicatrizes, Momo se identifica com Madame Rosa, criando uma relação de amizade e cumplicidade. “É quando se perde a esperança que coisas boas acontecem. É reconfortante” — Madame Rosa Forte, é a palavra que se associa a Rosa, lutando até o último minuto para se manter consciente. Rosa salva Momo de decisões ruins e Momo salva os últimos instantes de Rosa. Uma relação arrebatadora de confiança, amor e proteção. Rosa e Momo é uma releitura do livro "A vida pela frente”, de Romain Gary, assinando como Émile Ajar. Assim como no livro publicado em 1975, Madame Rosa (Sophia Loren) é judia e sobrevivente do Holocausto. Momo (Ibrahima Gueye) é um imigrante e órfão. A relação que nasce a partir de vivências mútuas de desespero e desamparo é surpreendente. É retratada as dificuldades dos refugiados, a infância desgarrada, os traumas perpétuos. Rosa e Momo é mais que uma ficção, é o retrato da inocência e brutalidade contidos no mundo. Filme disponível na Netflix. Julia Lopes Graduanda em Letras, na FFLCH - USP. #infância, #refugiado, #itália, #RosaeMomo, #BlackLivesMatter Referências bibliográficas: A vida pela frente (GARY, Romain) MILANI, Robledo. Rosa e Momo. Papo de Cinema, 2021. Disponível em: . Acesso em: 14/10/2021 A VIDA PELA FRENTE, Émile Ajar (Romain Gary). Todavia Livros, 2021. Disponível em: . Acesso em: 14/10/2021. ROSA E MOMO. Adoro Cinema, 2021. Disponível em: . Acesso em: 14/10/2021.

  • Um continente abalado: textos do CineGRI que te ajudam a estudar para o vestibular

    Durante a pandemia de COVID-19, que teve início no final de 2019, os países da América Latina — e da América, de forma geral, se levarmos em conta os protestos Black Lives Matter e Stop Asian Hate — viram diversas insatisfações populares explodirem em suas ruas. Para além da desigualdade existente no continente em termos de vacina — enquanto o Chile já está na terceira dose, o Haiti vacinou 341 pessoas [1] —, a população enfrenta crises políticas e econômicas que dificultam cada vez mais sua sobrevivência. Abaixo, apresentamos quatro países que passaram e ainda estão passando por “lutas pandêmicas” — tema da nossa atual edição da Revista Cinestesia. Alguns tópicos já foram abordados no Blog do CineGRI mais detalhadamente e estarão indicados, com os devidos links, para que o leitor possa se aprofundar nas questões que mais chamarem sua atenção. BRASIL #PraCegoVer [FOTOGRAFIA]: Imagem da ex-presidente Dilma Rousseff. A foto mostra a mulher do pescoço para cima. Ela usa uma blusa de gola quadriculada na cor azul marinho, com detalhes bordados em um tom próximo ao bege. Dilma tem os lábios contraídos, fazendo com que seus traços estejam bem marcados, e a sobrancelha arqueada. Ela olha para o lado. Fonte: https://i.ytimg.com/vi/vwZ5m10y1rQ/maxresdefault.jpg Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado um período de grande turbulência política. O impeachment de Dilma Rousseff, retratado em parte do documentário indicado ao Oscar, Democracia em Vertigem, de Petra Costa, configura um marco dessa instabilidade. Os eventos de 2016 (que já vinham acontecendo desde antes desse fatídico ano) culminaram na saída da presidente, na posse de Michel Temer e na posterior eleição de Jair Messias Bolsonaro. O presidente atual governa durante um período crítico da nossa história, tendo o desafio de enfrentar a maior crise sanitária do século. Entretanto, a gestão negacionista, com um discurso anti-ciência e diversas denúncias de corrupção pouco tem colaborado para que superemos esse momento. Além disso, o governo tem apresentado grande retrocesso quanto às questões ambientais e aos direitos dos povos indígenas, dentre outras pautas que são constantemente ameaçadas. O Brasil, desde o começo de 2019, já presenciou diversas manifestações que levam, em sua maioria, o slogan “vacina no braço, comida no prato”, fazendo referência à falta de vacinas, à alta de preços de alimentos, bem como ao desemprego, que diminuiu o poder de compra da população e chegou a 14,7% no trimestre fechado em março [2]. Somam-se a isso os diversos pedidos de impeachment, que surgem nas vozes que estão nas ruas, são ouvidos e protocolados por diversos partidos políticos e terminam engavetados por Rodrigo Maia e Arthur Lira. No blog do CineGRI, você pode ler mais sobre A Geopolítica da Vacina, os casos de Corrupção, a questão ambiental, a causa indígena e a negligência com as regiões Norte e Nordeste do país, explicitada pelo apagão que ocorreu no Amapá em 2020, em meio a uma pandemia. COLÔMBIA Em abril de 2021, a Colômbia vivenciou uma onda de protestos que viraram notícia nos principais canais de comunicação do mundo. A população foi às ruas contra o aumento de impostos proposto pelo governo de Iván Duque, medida que atingiria os mais pobres. As manifestações foram duramente reprimidas pela polícia e, semanas após o ocorrido, diversas imagens de corpos começaram a circular pela mídia, evidenciando a violência praticada contra o povo. Mesmo após o governo recuar em relação à medida econômica, os protestos continuaram, com ameaças de greve e grande insatisfação popular. A demanda passou a ser por “ações para combater a pobreza, a violência policial denunciada por manifestantes, entre outras questões importantes para os colombianos, como saúde e educação” [5]. Isso é reflexo do crescimento da pobreza no país, que chegou a atingir 42,5% da população em 2020, durante a pandemia [6]. No blog do CineGRI, é possível ler mais sobre esse acontecimento e sobre o passado de luta colombiana. ESTADOS UNIDOS Com a troca presidencial de 2021, os Estados Unidos presenciaram uma tentativa de ameaça à democracia, com a invasão ao Capitólio. Tal tentativa não se concretizou, mas foi uma demonstração de recusa por parte dos seguidores de Donald Trump em aceitar a derrota nas urnas. Uma das consequências visíveis disso é o baixo número de vacinados em estados majoritariamente republicanos. Joe Biden adotou uma postura pró-vacinação à qual os adversários se opõem veementemente [3]. Essa atitude tem atrapalhado o desempenho dos Estados Unidos contra o vírus. Após uma reabertura quase total carregada de esperança de volta à normalidade, o país voltou a ter uma alta de casos e mortes impulsionadas pelo surgimento da variante delta aliado à falta de avanço na vacinação da população [4]. Além disso, o país viveu dois momentos muito marcantes durante a pandemia: o assassinato de George Floyd e de seis mulheres asiáticas em uma casa de massagem (além de outras duas pessoas não-asiáticas). Esses acontecimentos impulsionaram ondas de protestos, como o Black Lives Matter e o Stop Asian Hate, evidenciando o grave problema de racismo e xenofobia que o país em questão enfrenta. DICA EXTRA: HAITI O Haiti é um país que está em chamas desde 2019, quando começou uma onda de protestos pela deposição do presidente Jovenel Moïse e seu governo. Estes eram acusados de desviar bilhões de dólares do Petrocaribe [7], um programa de cooperação com a Venezuela que já estava em crise devido às sanções norte-americanas [8]. O presidente respondeu aos protestos suspendendo a atividade parlamentar em 2020, governando somente por decreto em meio à pandemia. O caos na ilha foi ainda mais agravado pelo assassinato de Moïse em julho deste ano, em circunstâncias ainda pouco esclarecidas [9], e pelo terremoto que atingiu o sul do país no dia 14 de agosto. Crises se acumulam e não se resolvem numa república que, ainda por cima, foi a última a iniciar sua vacinação nas Américas. As lutas pandêmicas vão desde o grito por vacina a disputas políticas internas, passando por apelo de populações que passam fome, vítimas de desemprego, desastres naturais, péssimo gerenciamento durante a pandemia, imperialismo, dentre tantos outros males que assolam a América Latina — além do racismo e xenofobia presentes no continente americano inteiro. Tais temas são retratados nos links que disponibilizamos acima, na edição atual da revista Cinestesia e encerram o ciclo 2020-2021 do CineGRI. Julia Salazar Graduanda em Letras, na FFLCH - USP. #vestibular #américa #américalatina #cinegri #temasvestibular Referências Bibliográficas: [1] NITAHARA, A. Opas: América Latina avança devagar na vacinação contra covid-19. Disponível em: Acesso em: 27 de agosto de 2021. [2] ALVARENGA, D; SILVEIRA, D. Desemprego mantém recorde de 14,7% e atinge 14,8 milhões de brasileiros no trimestre encerrado em abril. Disponível em: Acesso em: 27 de agosto de 2021. [3] ALVES, A. R. Com baixa taxa de vacinação e alta de casos, Sul dos EUA vira o 'cinturão da Covid'. Disponível em: Acesso em: 27 de agosto de 2021. [4] Variante delta faz casos de Covid dispararem em vários países. Disponível em: Acesso em: 27 de agosto de 2021. [5] LARA, F. Colômbia: Entenda a crise e os motivos dos protestos nas ruas. Disponível em: Acesso em: 27 de agosto de 2021. [6] LARA, F. Colômbia: Entenda a crise e os motivos dos protestos nas ruas. Disponível em: Acesso em: 27 de agosto de 2021. [7] ESTER, B. Haiti: Protestos infindáveis em uma república esquecida. Disponível em: Acesso em: 27 de agosto de 2021. [8] RIVARA, L. Análise | Haiti: a comunidade imperial e a guerra contra a Petrocaribe. Disponível em: Acesso em: 27 de agosto de 2021. [9] GOUDARD, J. Três conclusões tiradas das investigações sobre a morte de Jovenel Moïse no Haiti. Disponível em: Acesso em: 27 de agosto de 2021.

  • América Latina, crises e lutas políticas

    No filme Memórias do Subdesenvolvimento (1968), dirigido por Tomás Gutiérrez, temos uma obra que discute a situação de Cuba logo após a Revolução Socialista. Essa discussão acontece através do olhar do personagem Sergio, um cubano pequeno-burguês que decide permanecer e acompanhar as transformações após a queda do governo de Fulgêncio Batista. O personagem busca compreender as mudanças pelas quais passou o seu país, ao mesmo tempo que vivencia o processo de “revolução de massas”. Essa situação gera um conflito psicológico no personagem, pois ele representa a classe média intelectualizada que vive em um país subdesenvolvido. Além disso, o contexto do filme também nos mostra características do processo político e social, elementos fundamentais para pensar as crises e lutas políticas que perpassam os países da América Latina. #Pracegover: Diversas pessoas caminhando pela calçada no espaço urbanizado, com lojas, carros e uma avenida. Fonte: https://issocompensa.com/cinema/tomas-gutierrez-alea Nos últimos anos, acompanhamos uma onda de manifestações e crises políticas na América Latina. Desde 2019, foram registradas inúmeras insatisfações populares que foram as ruas no Chile, Bolívia, Equador, Venezuela, Paraguai, Peru e Argentina. Essas crises balançaram os governos desses países ou, pelo menos, os deixaram bastante abalados. Com a pandemia e o agravamento dela, também tivemos turbulências no campo econômico. Foi na madrugada do dia 07 de julho de 2021 que o presidente haitiano Jovenel Moïse foi assassinado a tiros em sua casa em Porto Príncipe. Uma notícia que trouxe grandes preocupações para os países vizinhos. Além disso, no dia 11 de Julho de 2021, os cubanos saíram às ruas com uma lista de reivindicações populares, no que já é considerada uma das maiores ondas de protestos do país. Mesmo com a taxa alta de mortes causadas pela Covid-19, países como Brasil, Colômbia, Argentina, Chile e Peru não têm deixado de levar as suas insatisfações populares para as ruas. Essas manifestações revelam, principalmente, as péssimas condições que a classe trabalhadora da América Latina está enfrentando nos últimos tempos. Isso não é uma novidade para nós: podemos observar essa linha histórica de exploração econômica na obra As veias abertas da América Latina, do autor Eduardo Galeano: o livro faz uma análise histórica da América Latina sob o ponto de vista da exploração econômica e da dominação política, desde a colonização europeia até a contemporaneidade da época em que foi lançado. Na introdução da obra o autor chama a atenção para o seguinte fato: A divisão internacional do trabalho significa que alguns países se especializam em ganhar e outros em perder. Nossa comarca no mundo, que hoje chamamos América Latina, foi precária: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se aventuraram pelos mares e lhe cravaram os dentes na garganta. (2010, p.17) #Pracegover: Manifestante atira coquetel molotov contra forças de segurança no Equador. Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/10/23/america-do-sul-em-turbulencia-veja-em-resumo-os-protestos-e-crises-politicas-na-regiao.ghtml Eduardo Galeano nos deixa uma reflexão muito importante quando pensamos o contexto histórico da América Latina, esse processo de ganhos e perdas ainda é muito expressivo quando pensamos nas ondas de protestos que revelam as crises econômicas e as lutas populares. Amanda Escobar Costa Graduanda em História e bolsista do Projeto CineGRI. #cinegri #memóriasdosubdesenvolvimento #crisespolíticas #americalatina #manifestações Referências Bibliográficas: GALEANO, Eduardo. As veias abertas da América Latina. Tradução de Sergio Faraco. Porto Alegre, RS: L&PM, 2010. MELLO, Michele. América Latina: pandemia não impediu protestos em todo o continente em 2020. Acesso em: 28/08/2021: https://www.brasildefato.com.br/2020/12/30/america-latina-pandemia-nao-impediu-protestos-em-todo-continente-em-2020 OLIVEIRA, Washington. Memórias do subdesenvolvimento. Acesso em? 28/08/2021: http://www.coisadecinema.com.br/coisadecinema/criticas/Entradas/2011/12/25_Memorias_do_Subdesenvolvimento.html VICENT, Mauricio. O ‘fator Estados Unidos’ irrompe na crise cubana após os protestos contra o Governo. Acesso em: 28/08/2021: https://brasil.elpais.com/internacional/2021-07-24/o-fator-estados-unidos-irrompe-na-crise-cubana-apos-os-protestos-contra-o-governo.html BBC NEWS BRASIL. Protestos em Cuba: por que parte dos cubanos continua a apoiar governo. Acesso em: 28/08/2021: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-57832440 GARCÍA, Jacobo. Presidente do Haiti, Jovenel Moïse, é assassinado a tiros em sua casa em Porto Príncipe. Acesso em: 28/08/2021: https://brasil.elpais.com/internacional/2021-07-07/presidente-de-haiti-jovenel-moise-e-assassinado-a-tiros-em-sua-casa.html GIRO LATINO. Cuba: morte, fake news e corte à internet após protestos. Acesso em: 28/08/2021: https://girolatino.substack.com/p/cuba-morte-fake-news-e-corte-a-internet

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  • Sobre Nós | Projeto CineGRI

    Quem somos? O CineGRI - Cinema, Geopolítica e Relações Internacionais é um projeto de cultura e extensão universitária vinculado ao Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (NUPRI-USP). Nossa proposta é promover os debates acadêmicos relacionados à Geopolítica e às Relações internacionais, por meio do Cinema, para além dos muros da universidade. Esta é a nossa maior motivação: afetar a comunidade externa à USP procurando sensibilizar, debater e transformar de forma efetiva a realidade que acessamos por meio da nossa atuação. O que fazemos? Clique para continuar Cineclubes Os cineclubes são nossa marca e carro chefe desde nossa fundação. Tratam-se de encontros onde exibimos filmes provocadores seguidos de debates. Convidamos especialistas e/ou cineastas de diferentes focos temáticos para iniciar a conversa e enriquecer a experiência, cujo ponto mais importante é a troca entre os participantes. Começamos com o formato presencial, mas a partir de 2020 iniciamos a versão online, com os webcineclubes. Clique para continuar Blog e Acervo O blog é um espaço de debate promovido por bolsistas e colaboradores sobre assuntos atuais que cruzam a geopolítica e relações internacionais, tendo o cinema como porta de acesso a tais temas. As produções são inseridas em seis blocos que se alternam ao longo dos ciclos: poder, segurança, desigualdades espaciais, direitos humanos, identidade e cotidiano. O acervo, por sua vez, reúne os artigos de 2015 a 2018, republicados em boletins divididos pelos seis blocos que acompanham o blog. Clique para continuar CINEstesia É uma revista estudantil que busca democratizar a divulgação e produção acadêmica de graduandos e graduados e tem como pilares o cinema, a geopolítica e a interdisciplinaridade. Nasceu em 2017 como um eixo do CineGRI e em 2020 está lançando sua edição piloto, com o tema “Cinema Latino-americano e o Subdesenvolvimento”. Clique para continuar CineGRIcast É um podcast que debate temas da geopolítica e relações internacionais através do cinema, com a presença de convidados diversos. Desde o primeiro episódio discutimos assuntos importantes para sociedade como autoritarismo, segurança pública, desigualdade social e consequências sócio-políticas da pandemia, e queremos explorar ainda mais. Clique para continuar TV CineGRI Estendendo o projeto para o meio digital, o TV CineGRI nasce como um veículo para comunicar temas importantes da geopolítica e relações internacionais com plano de fundo filmes mainstream. Por meio de vídeos dinâmicos e com uma linguagem que atinja os jovens que acessam o YouTube e o IGTV do Instagram. Clique para continuar Oficinas e minicursos O CineGRI já desenvolveu oficinas de cineclubes em escolas públicas da cidade de São Paulo a fim de fomentar habilidades como autonomia, liderança e criatividade nos estudantes através do processo de criação de um cineclube da escola. Compartilhamos nossa experiência com professores e jovens que aprenderam a usar o cinema como uma forma de dialogar e debater diversos temas de relevância internacional no ambiente escolar. ​ O minicurso “Cinema e geopolítica latino-americana” foi ministrado por cinco professores de diferentes disciplinas e instituições, visando fomentar uma abordagem não-tradicional da geopolítica latino-americana. Por meio de diversas produções cinematográficas, nossos professores abordam de forma crítica os problemas políticos, econômicos e sociais enfrentados pela América Latina, bem como as ameaças à segurança e à estabilidade da região. Nossa história Clique para continuar Nossa história Tudo começou em setembro de 2015, a partir de um incômodo gerado pela ausência de um diálogo entre a universidade e a comunidade extra-acadêmica sobre temas de geopolítica e relações internacionais. Éramos apenas três estudantes - de geografia, história e RI - apaixonadas por cinema e interessadas em aprofundar o debate público sobre política internacional por meio da linguagem audiovisual. ​ Os primeiros cineclubes eram organizados exclusivamente na USP e, junto com o blog do CineGRI, constituíam nossa principal ferramenta para difundir o debate que desejávamos aprofundar. Assim, a cada mês com uma nova temática, podíamos desenvolver e promover reflexões diferentes. ​ Em 2016, a família CineGRI começou a crescer com a vinda de voluntários de outros cursos da USP - como Gestão de Políticas Públicas, Cinema, Letras, etc - para contribuir com o blog. ​ ​No ano seguinte, em 2017, foi quando decidimos ampliar nosso quadro de bolsistas, visando possibilitar novos olhares e parcerias, além da extensão do nosso escopo de atuação. ​ De lá pra cá passamos pela “casa de tudo” Mora Mundo, nossa primeira parceria externa, pelo CEU Meninos e ETEC Itaquera II, e começamos a promover cineclubes itinerantes com diferentes instituições vinculadas à cultura, oficinas de cineclubes, além do desenvolvimento do nosso primeiro minicurso e da revista estudantil CINEstesia. ​ Em 2019 batemos um recorde importante em termos de número de pessoas trabalhando como bolsistas. Pudemos ampliar significativa o alcance e a diversidade de nossa atuação, abrindo uma seara belíssima e fundamental de produção de conteúdo audiovisual, por meio do nosso podcast, o CineGRIcast, e do TV CineGRI, nosso canal audiovisual. Fora da galeria Equipe Fim da experiência, clique ou role para continuar Equipe Coordenação Prof. Dr. Rafael Duarte Villa Professor Associado do DCP-USP, possui graduação em Ciência Política pela Universidad de los Andes (Venezuela-1988), mestrado em Ciência Política (1992), doutorado em Ciência Política (1997) e livre docência (2007) pela USP. Tem Pós-doutorado pela Columbia University (EUA-2008). Como professor, atua no DCP-USP e no Instituto de Relacões Internacionais (IRI-USP). É Coordenador Acadêmico do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais (NUPRI-USP). Conselho consultivo Larissa Santos Geografia Fundadora e idealizadora do CineGRI. Adoro filmes com finais surpreendentes e viagem no tempo. Seja através de uma máquina, seja por uma boa fotografia. Afinal, a máquina do tempo chamada cinema pode nos levar facilmente a outros espaços-tempos. Rayssa Mendes Ciências Sociais Apaixonada por política, pela psiquê humana e por seus jogos de poder, gosto de assistir qualquer (boa) produção relacionada a esses temas. Ficções científicas bem construídas, com distopias e viagens no tempo, também me embriagam. Coordenação de projetos Mariana Ramos Ciências Sociais ​ Amo filmes de época, de divórcios (sim, isso mesmo), fantásticos e, principalmente, distópicos. O cinema é pra mim uma válvula de escape, sempre que estou triste, são os filmes e as séries que me distraem e, concomitantemente, me conscientizam que minha realidade é apenas isso, minha e que neste exato momento, milhões de outras pessoas estão vivenciando algo completamente diferente, seja de posições mais ou menos privilegiadas. Yan Carvalho Ciências Sociais ​ Desde sempre fui apaixonado por todos os gêneros cinematográficos. Sejam as mais complexas ficções científicas, os suspenses mais sombrios ou até mesmo os romances e dramas que tratam das emoções humanas com simplicidade. Acredito no poder de transformação que o cinema tem como arte. Cinegrers 2021-2022 Cineclubes Gabriela Bucalo Geografia ​ Apaixonada pela educação popular e cinema. Na correria do dia-a-dia sempre arranjo um tempo para assistir alguma coisa. Assisto todo tipo de filme, mas amo os de humor duvidoso. Juliana Santiago Biblioteconomia O audiovisual sempre foi um dos meus maiores e melhores professores da vida. Mas também é o culpado por me fazer querer ter 200 profissões. Felizmente, ele resolveu esse problema me apresentando a biblioteconomia. A pluralidade das duas áreas permite tanto ensinar e aprender quanto observar e experimentar diferentes universos. Por isso eu acredito muito no potencial que ambas têm juntas. Indicação livre para todos os públicos! Produção audiovisual Fred Zeffirelli Letras ​ ​ Creator e ator em formação. Apaixonado por artes no geral, principalmente a sétima e acredito na arte como ferramenta de transformação social. Lucas Moreira Sistemas de Informação Acredito nas peças cinematográficas como um importante caminho de reflexão e mudança, capazes de reproduzir realidades, gerar mudanças a partir da análise de comportamentos históricos e até simular o inexistente, ainda. Cinema é metamorfose, é arte. Produção escrita Amanda Escobar História Fui a criança que alugou mais de dez vezes o filme Dinossauro da Disney em vhs. Formei em comunicação social-jornalismo e sou apaixonada pelas produções cinematográficas. Acredito na potencialidade do cinema como uma das ferramentas de aprendizado. Julia Lopes Letras ​ Acredito no poder do conhecimento e da informação que o cinema pode trazer. Sou apaixonada por geopolítica internacional e estou sempre ligada nos principais acontecimentos do mundo. Amo filmes investigativos, distopias e produções de cunho crítico social. Meu filme predileto é o Auto da Compadecida. ​ cinestesia Guilherme Cavalcante Letras ​ Confio nas artes e na educação como um bom terreno de debater as múltiplas realidades mundo afora e acredito que, se tem algo que não naufraga como ilusão, esse é o cinema.​ Raquel Fernandes Letras ​ O cinema e a literatura sempre fizeram parte da minha vida, acredito que se inspirar e conhecer outros mundos é a melhor forma de pensar a própria realidade, algo que pretendo levar para a educação quando eu for atuar como professora. Lucas k. Administração ​ Enxergo a sétima arte como uma forma de representação cultural do grupo e tempo em que a produção cinematográfica está inserida, dessa forma, para mim, além de entreter o cinema tem papel de registro histórico e cultural. Curioso, gosto de buscar novas experiências e privilegio o descobrimento. Tenho como meta pessoal assistir a maior quantidade de filmes possíveis. Parcerias O CineGRI visa promover cineclubes itinerantes e para isso conta com parcerias com casas de cultura e espaços organizados para promover o debate em diferentes bairros da nossa cidade. Nossa proposta é fomentar discussões sobre temas relacionados à Geopolítica e às Relações Internacionais para além da universidade. Fazemos isso através do fomento à cultura cineclubista, já que o cinema é uma poderosa ferramente diálogo educativo inclusivo. Um lugar compartilhado que busca criar relações horizontais, livre das opressões do Estado e do mercado. Neste espaço de difusão de ações socioculturais e educativa, cabem encontros, exposições, debates, cursos livres, grupos de estudos, oficinas, ensaios, mostras, teatro, música, diversão, troca e toda sorte de aprendizado que as possibilidades nos trouxerem!! Aqui não cabe, expressões racistas, machistas, sexistas, homofóbicas e nem transfóbicas. A casa de tudo está aberta! Bem vindos!! O que acham de um espaço em que as mulheres podem realizar oficinas, reuniões e o que mais elas quiserem? Conheça a Casa das Mulheres. Mora Mundo Casa das Mulheres Indique nos uma parceria Apoiadores O CineGRI, coordenado pelo Prof. Dr. Rafael Duarte Villa, é um projeto de Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo composto por estudantes de diversos cursos desta. Desde 2015, o projeto é reconhecido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária - PRCEU, órgão que desenvolve as políticas culturais e de extensão da Universidade de São Paulo. Além disso, é atualmente contemplado por bolsas estudantis que são concedidas aos seus membros a cada ciclo, por meio do Programa Unificado de Bolsas de Estudos da Pró-Reitoria de Graduação da USP (PRG-USP). O CineGRI, desde sua origem, recebe o apoio da equipe do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais - NUPRI-USP, que oferece suas dependências e contribui amplamente para as atividades que são desenvolvidas ao longo dos ciclos. Em 2020, foi contemplado financeiramente pelo 5º Edital Santander/USP/FUSP de Fomento às Iniciativas de Cultura e Extensão, que buscou selecionar projetos de difusão de conhecimentos ou de iniciativas culturais com ações voltadas para a interação com a sociedade de modo geral. ​ ​

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    Um continente abalado: textos do CineGRI que te ajudam a estudar para o vestibular Confira um resumo sobre grandes acontecimentos no continente americano entre 2020 e 2021 e dicas de textos do blog para estudá-los! Saiba mais América Latina, crises e lutas políticas O processo de ganhos e perdas é muito expressivo quando pensamos nas ondas de protestos que revelam as crises econômicas e lutas populares. Saiba mais Sócrates e a encruzilhada da masculinidade do homem negro gay A paz dentro do sistema capitalista, que busca vigiar e punir os que não se submetem seus corpos a ele, nunca existiu. Saiba mais Infâmia (...) a incapacidade de admitir a possibilidade do amor entre duas mulheres trouxe à tona o pior nas pessoas. Saiba mais Fora da galeria Assine nossa newsletter Receba em seu e-mail novidades do CineGRI, como eventos de cineclubes, novos episódios do CineGRICast e TV CineGRI, novos textos e muito mais! Assinar Cadastrado com sucesso, em breve você receberá nossas novidades Privacidade e LGPD Colabore com o nosso blog Estão abertas as inscrições na redação do blog do CineGRI. Saiba como Clique para ler Brasil: O país do desacordo ambiental Acordos que envolvem diversas nações atualmente foram deixados de lado pelo Brasil, como resultado da falta de políticas públicas. Últimas no blog Um continente abalado: textos do CineGRI que te ajudam a estudar para o vestibular 31 de ago. de 2021 Leia mais América Latina, crises e lutas políticas 30 de ago. de 2021 Leia mais Sócrates e a encruzilhada da masculinidade do homem negro gay 28 de ago. de 2021 Leia mais Acesse o blog Cineclubes Nossos cineclubes ocorrem mensalmente via Google Meets onde exibimos filmes provocadores seguidos de debates com especialistas e/ou cineastas para enriquecer a experiência, cujo ponto mais importante é a troca entre os participantes. Saiba mais O CineGRI - Cinema, Geopolítica e Relações Internacionais é um projeto de cultura e extensão universitária vinculado ao Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (NUPRI-USP) . Nossa proposta é promover os debates acadêmicos relacionados à Geopolítica e às Relações internacionais, por meio do Cinema, para além dos muros da universidade. Esta é a nossa maior motivação: afetar a comunidade externa à USP procurando sensibilizar, debater e transformar de forma efetiva a realidade que acessamos por meio da nossa atuação. ​ Para atingir seu propósito de promoção do diálogo sobre geopolítica e relações internacionais a partir da linguagem cinematográfica para a população, o CineGRI incentiva que interessados colaborem para o desenvolvimento do projeto de diversas formas. Saiba mais sobre o projeto Conheça a Revista CINEstesia A revista que visa uma interdisciplinaridade ainda pouco desenvolvida na academia, cujo pilar central centra-se no cinema. Nesse sentido, a revista volta-se para aqueles que possuem pouco espaço para publicar suas produções científico-acadêmicas: os graduandos. Saiba mais Geopolítica para vestibular Industrialização e trabalho Wakanda e o Reinado da Representatividade Pandemia, desemprego e saúde mental: dá pra se adaptar? Ganhamos ou perdemos? O que realmente significam as eleições estadunidenses de 2020? Jovem, Talentosa e Preta - Nina Simone e os Direitos Civis Eleições estadunidenses, voto feminino e as sufragistas CineGRICast Ouça em nosso site Ou nos agregadores de podcast TVCineGRI Veja mais vídeos Acompanhe o CineGRI nas redes Siga @projetocinegri no Instagram Sobre o NUPRI O Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (NUPRI) nasceu em 1989, e foi a instituição pioneira da docência e da pesquisa de relações internacionais na USP numa época em que, embora existissem inciativas individuais de pesquisadores de relações internacionais, não existia uma instituição que desenvolvesse de maneira mais sistemática docência e pesquisa nesta área. ​ Desde 2004, quando assume a coordenação do NUPRI o professor Rafael Duarte Villa, docente do Departamento de Ciência Política e do Instituto de Relações Internacionais, continua se enfatizando a pesquisa como o eixo da identidade no núcleo. Várias pesquisas nacionais e internacionais foram desenvolvidas, com o apoio da FAPESP, do CNPq, da FINEP e da CAPES, destacando-se pesquisas relacionadas com visões das elites latino-americanas sobre a democracia, pesquisas sobre política externa dos Estados Unidos para a América, e sobretudo diferentes pesquisas sobre segurança internacional da América Latina. Saiba mais sobre o NUPRI

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