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  • Covid-19 e seu impacto no sul global

    Em 2007 chega aos cinemas “O Nevoeiro”, um filme dirigido por Frank Darabont, como uma adaptação do conto de Stephen King. Na trama, após uma terrível tempestade em uma cidade pequena no interior do Maine, David (Thomas Jane) e seu filho vão até o mercado para abastecer sua casa, temendo por uma catástrofe maior. Até que uma nevoa espeça cheia de criaturas horripilantes (que mais parecem ter saído de um conto de H. P. Lovecraft) ameaça a cidade e força os protagonistas a ficarem isolados dentro do estabelecimento. Parece familiar, não é mesmo? #ParaTodosVerem: poster do filme "O nevoeiro" de 2007, apresenta um grupo de pessoas aparentemente apreensivas paradas na lateral da imagem, cercadas por um nevoeiro. No centro baixo da imagem há o nome original do filme em inglês "The Mist" em letras brancas e o logo da produtora no canto direito. Disponível em: https://culturaintratecal.com/2010/08/15/o-nevoeiro-2007/amp/ Desde de 2019 o mundo tem enfrentado uma ameaça invisível. O vírus SARS-CoV-2 se espalhou pelo globo, deixando quem podia, dentro de suas casas. Assim como no filme, enfrentar algo que não se pode ver pode ser ameaçador. Mas hoje, a ameaça maior não se trata de tentáculos ou insetos gigantes, tão pouco o vírus em si, mas sim, a ignorância, propagada em forma de desinformação. Se trata de um problema mundial, mas que tem atingido principalmente os países menos desenvolvidos do hemisfério sul. Dentre os casos mais extraordinários, está o do presidente da Tanzânia John Magufuli, que propositalmente negou o uso de mascaras, vacinas e a contagem dos casos de Covid-19 no país. Acreditando que muita reza poderia salvar a população. Atos semelhantes têm aparecido em Madagascar, Burundi e África do Sul. Aqui no Brasil, a postura do governo federal tem se mostrado com bastante dúvida acerca da eficácia das vacinas. O presidente Jair Bolsonaro publicamente tem negado o uso de máscaras e afirma que não pretende se vacinar, apesar de supostamente ter contraído a doença tempos atrás. Segundo a lista do Lowy Institute, o país ficou em 98º lugar entre os que melhor conseguiram lidar com a pandemia, atrás de outros países da América do Sul como Chile e Bolívia. Em “O Nevoeiro”, durante o desenrolar da história, vemos que o medo começa a tomar conta daquelas pessoas simples e que elas mesmas acabam aceitando as próprias explicações para os acontecimentos. Dentre os personagens, a Sra. Carmody (Marcia Gay Harden) acaba roubando a cena em vários momentos. Uma fanática religiosa que age como portadora da verdade e impõe o medo sobre as pessoas, acreditando fielmente que aqueles acontecimentos se trata de um castigo divino e que ela seria uma espécie de profeta. Claro que é um exagero, como toda obra de ficção, mas não seria difícil criar alegorias para os últimos acontecimentos na vida real. Visto que entre os países subdesenvolvidos, a falta de instrução e divulgação científica é algo frequente devido a administração torpe por parte dos governos e, de fato, contribuíram para a propagação da doença. O fanatismo, o culto cego, a ignorância e o egoísmo se tornam os grandes inimigos no filme, tão perigosos quanto as criaturas retratadas no longa. Pouco a pouco vai tomando conta da cabeça das pessoas, a não ser daquelas que tentam enxergar tudo por um lado mais racional, como David. “O Nevoeiro” nos mostra que o medo e o ódio podem ser usados para solucionar crises humanas e, no final, os piores monstros se tornam as próprias pessoas. Matheus Cosmo Graduando em Rádio e TV. #coronavirus, #ONevoeiro, #desinformacao, #Sul

  • O caminho é uma terra inabitável

    Não faz muito tempo que São Paulo passou pela maior crise hídrica jamais vista. Em 2014, o nível do principal conjunto de reservatórios da região metropolitana, o Sistema Cantareira, chegou a 14,6%, o mais baixo desde que foi criado, em 1974. A população sofreu com interrupções de fornecimento que chegavam a 30 dias, era cada vez mais comum os banhos de canecas e o armazenamento de água inapropriado. #PraCegoVer: Foto do reservatório de água localizado na Cantareira, na imagem observamos a terra seca em primeiro plano, ao fundo um pouco de água e as comportas completamente amostra evidenciando a crise hídrica. Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/03/140321_seca_saopaulo_rb A última pesquisa realizada pelo MapBiomas, mostra que o Brasil perdeu nos últimos 30 anos, 15,7% de sua superfície de água, esses dados representam 3,1 milhões de hectares, ou seja, já perdemos um Nordeste e meio de água. Esses impactos estão diretamente ligados ao nosso modelo econômico atual. O sistema econômico capitalista que sufoca e seca as nossas águas com seus grandes projetos lucrativos, é responsável por consumir grande parte de nossa água, parte do nosso abastecimento é destinada para manutenção de latifúndios e fábricas. Muitos se enganam achando que o maior culpado é o vizinho que lava a calçada com água, claro que não devemos desperdiçar a nossa água, mas é preciso entender a complexidade dessa cadeia de consumo e quais são os principais culpados pelo desequilíbrio climático que estamos enfrentando nos últimos tempos. #PraCegoVer [ANIMAÇÃO]: No centro da imagem, o personagem Wall-E (um robô) observa um objeto que o chama a atenção. O personagem está no meio de uma pilha de lixo abandonado pelos seres humanos. Fonte:https://www.omelete.com.br/filmes/wall-e-completa-10-anos-relembre-10-easter-eggs-do-filme#3 A consciência do nosso consumo desenfreado deve começar desde cedo, por isso, o filme Wall-e dirigido por Andrew Stanton (2008) é uma ótima opção para quem quer começar a entender o destino da humanidade, além disso, aborda vários aspectos interessantes que podem ser trabalhados na sala de aula. Esse clássico do cinema retrata de maneira sensível e divertida os rumos de uma sociedade que não se importa com a escassez dos nossos recursos naturais, fazendo com que parte dos seres humanos busquem outras formas para sobreviver. Essa produção cinematográfica parece distante da nossa realidade e ao mesmo tempo tão próxima das projeções que especialistas têm desenhado para o futuro da humanidade. No site do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) apresenta uma matéria importante sobre a conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas (COP26), evento que trouxe muitas preocupações e alertas, no relatório 2021 sobre a Lacuna de Emissões mostra que novas promessas climáticas nacionais combinadas com outras medidas de mitigação colocam o mundo no caminho certo para um aumento da temperatura global de 2,7°C até o final do século. O fato é que as projeções futuras não são otimistas e nos colocam frente a uma terra inabitável que pede socorro. É preciso fazer mais para garantir a manutenção da vida e isso significa abrir mão do lucro. Afinal, está nas mãos de quem? Amanda Escobar Costa Graduanda em História pela FFLCH-USP #problemasclimaticos #cinegri #filmes #geopolitica #walle Referência bibliográfica: Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2021. PNUMA, Parceria UNEP DTU, 26/10/2021. Disponível em:https://www.unep.org/pt-br/resources/emissions-gap-report-2021. Acesso em: 25/11/21. BARIFOUSE, Rafael. Maior crise hídrica de São Paulo expõe lentidão do governo e sistema frágil. BBC Brasil, 2014. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/03/140321_seca_saopaulo_rb. Acesso em: 25/11/21. Crise hídrica: Brasil já perdeu um Nordeste e meio de água. GIFE em 04/10/2021. Disponível em: https://gife.org.br/crise-hidrica-brasil-ja-perdeu-um-nordeste-e-meio-de-agua/. Acesso em: 25/11/21. CRUZ, Fernanda. São Paulo sofreu pior crise de água de sua história em 2014, 24/12/2014. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-12/sao-paulo-sofreu-pior-crise-de-agua-da-sua-historia-em-2014. Acesso em: 25/11/21.

  • BLACK MIRROR: realidades possíveis ou distantes?

    #PraCegoVer: um garoto com cara de choro e medo, sentado no seu quarto, atrás dele há uma parede esverdeada com uma prateleira de livros e uma luminária, disponível em: https://www.uziporai.com.br/2016/10/series-black-mirror-analise-do-episodio-3-da-3a-temporada.html A série distópica Black mirror deve ter espantado muitos de nós, provavelmente nos perguntamos ao decorrer dos episódios: essas realidades seriam possíveis? Será que agiríamos dessa forma, nestes contextos? O seriado célebre que ficou conhecido por abordar avanços tecnológicos relacionados às relações humanas, à ética, à segurança e outros assuntos, conta com cinco temporadas e está disponível na Netflix. Entretanto, ao nos depararmos com tais realidades possíveis, especificamente no terceiro episódio da terceira temporada “Manda quem pode”, onde a irmã de Kenny, personagem principal, ao baixar um filme, acaba por infectar o notebook com malwares e dá acesso aos hackers sem saber. O que acontece aqui, é que Kenny é descoberto pelos invasores piratas e seu segredo mais profundo é exposto, o diretor logo no começo já nos dá pistas do suposto crime, o jovem é consumidor de pornografia infantil, assim como outros caras que também irão aparecer ao decorrer da série e serão chantageados. Há também outra personagem secundária, uma empresária importante que tem seus e-mails racistas vazados pelos próprios hackers. Então pensamos: imagine se todas essas pessoas fossem expostas? Se os Ethical hackers - assim chamados os hackers do bem - usassem a tecnologia para expor esses criminosos, como seria? Mas nos confrontamos com uma realidade um pouco diferente. No Brasil atual, o que estamos vendo é que algumas pessoas não precisam de ciberpiratas para os expor, elas mesmas fazem isso. Imbuídos de um nacionalismo exacerbado e um discurso de ódio latente, que se tornou moda e ganhou certo status entre os seguidores do atual presidente, personalidades da internet como o Monark do Flow podcast, acabou por fazer seu próprio cancelamento, após discursos racistas. Para piorar a situação, logo em seguida ele tweetou: #PraCegoVer: [IMAGEM] twete do Monark do Flow podcast que traz a seguinte mensagem: É a ação que faz o crime e não a opinião, disponível em: https://twitter.com/monark/status/1453100235547414530?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1453100235547414530%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fbr.vida-estilo.yahoo.com%2Fentenda-polemica-flow-podcast-ifood-monark-cancelamento-opiniao-162951616.html Mas ele se esqueceu que ‘’opinião’’ é uma forma de enxergar o mundo e isso leva a ações no cotidiano, na vida. Também se esqueceu que há uma diferença enorme entre discurso de ódio e opinião. Este diz respeito a gostar disso ou daquilo, mas não gostar de x não implica querer a morte dele ou impor barreiras sociais, enquanto que o primeiro, por meio de falas levam a ações que tiram a vida do outro, levam pessoas a se odiarem e possivelmente geram suicídios, é um cerceamento da liberdade do outro. Podemos citar também o Maurício do vôlei que após discursar falas homofóbicas em seu perfil no Instagram, perdeu patrocínios de empresas e alguns de seus contratos, assim como aconteceu também com o Monark. Pelo visto, estas pessoas não perceberam que o mundo passa por uma mudança profunda, as pessoas se questionam, mudam suas posições, entendem o que não convém mais, o que deve ficar no passado, mas não podemos esquecê-los. O movimento “Black lives matter”, trouxe a derrubada de estátuas racistas no Brasil e no mundo, o que já nos dá indícios de possíveis mudanças na política, cultura, e crença de parte do globo terrestre. Black mirror pode nos assustar em um primeiro momento, por nos mostrar mudanças radicais nas relações humanas, na quebra da privacidade através da tecnologia. Contudo, o que vemos no delírio do nosso país é que não foi preciso de terceiros para expor crimes, os autores são seus próprios sabotadores, suas próprias sombras capazes de expor o que há de pior dentro de si. Fred Zeffirelli Letras, FFLCH #blackmirror, #distopia, #queimadasnaamazonia, #tecnologia, #crimesvirtuais #series #seriesnetflix #atualidades #homofobia #racismo

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  • | Projeto CineGRI

    Página Inicial Sobre Nós Quem Somos? Equipe Parcerias Apoiadores Atuação Acervo Cineclubes CineGRIcast Cinestesia Manuais Minicurso TV CineGRI Blog Vestibular Colabore Conosco Contato Dê uma nota para esse menu Não gostei Não é bom Bom Ótimo Gostei muito Dê uma nota para esse menu

  • Sobre Nós | Projeto CineGRI

    Quem somos? O CineGRI - Cinema, Geopolítica e Relações Internacionais é um projeto de cultura e extensão universitária vinculado ao Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (NUPRI-USP). Nossa proposta é promover os debates acadêmicos relacionados à Geopolítica e às Relações internacionais, por meio do Cinema, para além dos muros da universidade. Esta é a nossa maior motivação: afetar a comunidade externa à USP procurando sensibilizar, debater e transformar de forma efetiva a realidade que acessamos por meio da nossa atuação. O que fazemos? Clique para continuar Cineclubes Os cineclubes são nossa marca e carro chefe desde nossa fundação. Tratam-se de encontros onde exibimos filmes provocadores seguidos de debates. Convidamos especialistas e/ou cineastas de diferentes focos temáticos para iniciar a conversa e enriquecer a experiência, cujo ponto mais importante é a troca entre os participantes. Começamos com o formato presencial, mas a partir de 2020 iniciamos a versão online, com os webcineclubes. Clique para continuar Blog e Acervo O blog é um espaço de debate promovido por bolsistas e colaboradores sobre assuntos atuais que cruzam a geopolítica e relações internacionais, tendo o cinema como porta de acesso a tais temas. As produções são inseridas em seis blocos que se alternam ao longo dos ciclos: poder, segurança, desigualdades espaciais, direitos humanos, identidade e cotidiano. O acervo, por sua vez, reúne os artigos de 2015 a 2018, republicados em boletins divididos pelos seis blocos que acompanham o blog. Clique para continuar CINEstesia É uma revista estudantil que busca democratizar a divulgação e produção acadêmica de graduandos e graduados e tem como pilares o cinema, a geopolítica e a interdisciplinaridade. Nasceu em 2017 como um eixo do CineGRI e em 2020 está lançando sua edição piloto, com o tema “Cinema Latino-americano e o Subdesenvolvimento”. Clique para continuar CineGRIcast É um podcast que debate temas da geopolítica e relações internacionais através do cinema, com a presença de convidados diversos. Desde o primeiro episódio discutimos assuntos importantes para sociedade como autoritarismo, segurança pública, desigualdade social e consequências sócio-políticas da pandemia, e queremos explorar ainda mais. Clique para continuar TV CineGRI Estendendo o projeto para o meio digital, o TV CineGRI nasce como um veículo para comunicar temas importantes da geopolítica e relações internacionais com plano de fundo filmes mainstream. Por meio de vídeos dinâmicos e com uma linguagem que atinja os jovens que acessam o YouTube e o IGTV do Instagram. Clique para continuar Oficinas e minicursos O CineGRI já desenvolveu oficinas de cineclubes em escolas públicas da cidade de São Paulo a fim de fomentar habilidades como autonomia, liderança e criatividade nos estudantes através do processo de criação de um cineclube da escola. Compartilhamos nossa experiência com professores e jovens que aprenderam a usar o cinema como uma forma de dialogar e debater diversos temas de relevância internacional no ambiente escolar. ​ O minicurso “Cinema e geopolítica latino-americana” foi ministrado por cinco professores de diferentes disciplinas e instituições, visando fomentar uma abordagem não-tradicional da geopolítica latino-americana. Por meio de diversas produções cinematográficas, nossos professores abordam de forma crítica os problemas políticos, econômicos e sociais enfrentados pela América Latina, bem como as ameaças à segurança e à estabilidade da região. Nossa história Clique para continuar Nossa história Tudo começou em setembro de 2015, a partir de um incômodo gerado pela ausência de um diálogo entre a universidade e a comunidade extra-acadêmica sobre temas de geopolítica e relações internacionais. Éramos apenas três estudantes - de geografia, história e RI - apaixonadas por cinema e interessadas em aprofundar o debate público sobre política internacional por meio da linguagem audiovisual. ​ Os primeiros cineclubes eram organizados exclusivamente na USP e, junto com o blog do CineGRI, constituíam nossa principal ferramenta para difundir o debate que desejávamos aprofundar. Assim, a cada mês com uma nova temática, podíamos desenvolver e promover reflexões diferentes. ​ Em 2016, a família CineGRI começou a crescer com a vinda de voluntários de outros cursos da USP - como Gestão de Políticas Públicas, Cinema, Letras, etc - para contribuir com o blog. ​ ​No ano seguinte, em 2017, foi quando decidimos ampliar nosso quadro de bolsistas, visando possibilitar novos olhares e parcerias, além da extensão do nosso escopo de atuação. ​ De lá pra cá passamos pela “casa de tudo” Mora Mundo, nossa primeira parceria externa, pelo CEU Meninos e ETEC Itaquera II, e começamos a promover cineclubes itinerantes com diferentes instituições vinculadas à cultura, oficinas de cineclubes, além do desenvolvimento do nosso primeiro minicurso e da revista estudantil CINEstesia. ​ Em 2019 batemos um recorde importante em termos de número de pessoas trabalhando como bolsistas. Pudemos ampliar significativa o alcance e a diversidade de nossa atuação, abrindo uma seara belíssima e fundamental de produção de conteúdo audiovisual, por meio do nosso podcast, o CineGRIcast, e do TV CineGRI, nosso canal audiovisual. Fora da galeria Equipe Fim da experiência, clique ou role para continuar Equipe Coordenação Prof. Dr. Rafael Duarte Villa Professor Associado do DCP-USP, possui graduação em Ciência Política pela Universidad de los Andes (Venezuela-1988), mestrado em Ciência Política (1992), doutorado em Ciência Política (1997) e livre docência (2007) pela USP. Tem Pós-doutorado pela Columbia University (EUA-2008). Como professor, atua no DCP-USP e no Instituto de Relacões Internacionais (IRI-USP). É Coordenador Acadêmico do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais (NUPRI-USP). Conselho consultivo Larissa Santos Geografia Fundadora e idealizadora do CineGRI. Adoro filmes com finais surpreendentes e viagem no tempo. Seja através de uma máquina, seja por uma boa fotografia. Afinal, a máquina do tempo chamada cinema pode nos levar facilmente a outros espaços-tempos. Rayssa Mendes Ciências Sociais Apaixonada por política, pela psiquê humana e por seus jogos de poder, gosto de assistir qualquer (boa) produção relacionada a esses temas. Ficções científicas bem construídas, com distopias e viagens no tempo, também me embriagam. Coordenação de projetos Mariana Ramos Ciências Sociais ​ Amo filmes de época, de divórcios (sim, isso mesmo), fantásticos e, principalmente, distópicos. O cinema é pra mim uma válvula de escape, sempre que estou triste, são os filmes e as séries que me distraem e, concomitantemente, me conscientizam que minha realidade é apenas isso, minha e que neste exato momento, milhões de outras pessoas estão vivenciando algo completamente diferente, seja de posições mais ou menos privilegiadas. Yan Carvalho Ciências Sociais ​ Desde sempre fui apaixonado por todos os gêneros cinematográficos. Sejam as mais complexas ficções científicas, os suspenses mais sombrios ou até mesmo os romances e dramas que tratam das emoções humanas com simplicidade. Acredito no poder de transformação que o cinema tem como arte. Cinegrers 2021-2022 Cineclubes Gabriela Bucalo Geografia ​ Apaixonada pela educação popular e cinema. Na correria do dia-a-dia sempre arranjo um tempo para assistir alguma coisa. Assisto todo tipo de filme, mas amo os de humor duvidoso. Juliana Santiago Biblioteconomia O audiovisual sempre foi um dos meus maiores e melhores professores da vida. Mas também é o culpado por me fazer querer ter 200 profissões. Felizmente, ele resolveu esse problema me apresentando a biblioteconomia. A pluralidade das duas áreas permite tanto ensinar e aprender quanto observar e experimentar diferentes universos. Por isso eu acredito muito no potencial que ambas têm juntas. Indicação livre para todos os públicos! Produção audiovisual Fred Zeffirelli Letras ​ ​ Creator e ator em formação. Apaixonado por artes no geral, principalmente a sétima e acredito na arte como ferramenta de transformação social. Lucas Moreira Sistemas de Informação Acredito nas peças cinematográficas como um importante caminho de reflexão e mudança, capazes de reproduzir realidades, gerar mudanças a partir da análise de comportamentos históricos e até simular o inexistente, ainda. Cinema é metamorfose, é arte. Produção escrita Amanda Escobar História Fui a criança que alugou mais de dez vezes o filme Dinossauro da Disney em vhs. Formei em comunicação social-jornalismo e sou apaixonada pelas produções cinematográficas. Acredito na potencialidade do cinema como uma das ferramentas de aprendizado. Julia Lopes Letras ​ Acredito no poder do conhecimento e da informação que o cinema pode trazer. Sou apaixonada por geopolítica internacional e estou sempre ligada nos principais acontecimentos do mundo. Amo filmes investigativos, distopias e produções de cunho crítico social. Meu filme predileto é o Auto da Compadecida. ​ cinestesia Guilherme Cavalcante Letras ​ Confio nas artes e na educação como um bom terreno de debater as múltiplas realidades mundo afora e acredito que, se tem algo que não naufraga como ilusão, esse é o cinema.​ Raquel Fernandes Letras ​ O cinema e a literatura sempre fizeram parte da minha vida, acredito que se inspirar e conhecer outros mundos é a melhor forma de pensar a própria realidade, algo que pretendo levar para a educação quando eu for atuar como professora. Lucas k. Administração ​ Enxergo a sétima arte como uma forma de representação cultural do grupo e tempo em que a produção cinematográfica está inserida, dessa forma, para mim, além de entreter o cinema tem papel de registro histórico e cultural. Curioso, gosto de buscar novas experiências e privilegio o descobrimento. Tenho como meta pessoal assistir a maior quantidade de filmes possíveis. Parcerias O CineGRI visa promover cineclubes itinerantes e para isso conta com parcerias com casas de cultura e espaços organizados para promover o debate em diferentes bairros da nossa cidade. Nossa proposta é fomentar discussões sobre temas relacionados à Geopolítica e às Relações Internacionais para além da universidade. Fazemos isso através do fomento à cultura cineclubista, já que o cinema é uma poderosa ferramente diálogo educativo inclusivo. Um lugar compartilhado que busca criar relações horizontais, livre das opressões do Estado e do mercado. Neste espaço de difusão de ações socioculturais e educativa, cabem encontros, exposições, debates, cursos livres, grupos de estudos, oficinas, ensaios, mostras, teatro, música, diversão, troca e toda sorte de aprendizado que as possibilidades nos trouxerem!! Aqui não cabe, expressões racistas, machistas, sexistas, homofóbicas e nem transfóbicas. A casa de tudo está aberta! Bem vindos!! O que acham de um espaço em que as mulheres podem realizar oficinas, reuniões e o que mais elas quiserem? Conheça a Casa das Mulheres. Mora Mundo Casa das Mulheres Indique nos uma parceria Apoiadores O CineGRI, coordenado pelo Prof. Dr. Rafael Duarte Villa, é um projeto de Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo composto por estudantes de diversos cursos desta. Desde 2015, o projeto é reconhecido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária - PRCEU, órgão que desenvolve as políticas culturais e de extensão da Universidade de São Paulo. Além disso, é atualmente contemplado por bolsas estudantis que são concedidas aos seus membros a cada ciclo, por meio do Programa Unificado de Bolsas de Estudos da Pró-Reitoria de Graduação da USP (PRG-USP). O CineGRI, desde sua origem, recebe o apoio da equipe do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais - NUPRI-USP, que oferece suas dependências e contribui amplamente para as atividades que são desenvolvidas ao longo dos ciclos. Em 2020, foi contemplado financeiramente pelo 5º Edital Santander/USP/FUSP de Fomento às Iniciativas de Cultura e Extensão, que buscou selecionar projetos de difusão de conhecimentos ou de iniciativas culturais com ações voltadas para a interação com a sociedade de modo geral. ​ ​

  • Projeto CineGRI | Cinema, Geopolítica e Relações Internacionais

    Um continente abalado: textos do CineGRI que te ajudam a estudar para o vestibular Confira um resumo sobre grandes acontecimentos no continente americano entre 2020 e 2021 e dicas de textos do blog para estudá-los! Saiba mais América Latina, crises e lutas políticas O processo de ganhos e perdas é muito expressivo quando pensamos nas ondas de protestos que revelam as crises econômicas e lutas populares. Saiba mais Sócrates e a encruzilhada da masculinidade do homem negro gay A paz dentro do sistema capitalista, que busca vigiar e punir os que não se submetem seus corpos a ele, nunca existiu. Saiba mais Infâmia (...) a incapacidade de admitir a possibilidade do amor entre duas mulheres trouxe à tona o pior nas pessoas. Saiba mais Fora da galeria Assine nossa newsletter Receba em seu e-mail novidades do CineGRI, como eventos de cineclubes, novos episódios do CineGRICast e TV CineGRI, novos textos e muito mais! Assinar Cadastrado com sucesso, em breve você receberá nossas novidades Privacidade e LGPD Colabore com o nosso blog Estão abertas as inscrições na redação do blog do CineGRI. Saiba como Clique para ler Brasil: O país do desacordo ambiental Acordos que envolvem diversas nações atualmente foram deixados de lado pelo Brasil, como resultado da falta de políticas públicas. Últimas no blog Um continente abalado: textos do CineGRI que te ajudam a estudar para o vestibular 31 de ago. de 2021 Leia mais América Latina, crises e lutas políticas 30 de ago. de 2021 Leia mais Sócrates e a encruzilhada da masculinidade do homem negro gay 28 de ago. de 2021 Leia mais Acesse o blog Cineclubes Nossos cineclubes ocorrem mensalmente via Google Meets onde exibimos filmes provocadores seguidos de debates com especialistas e/ou cineastas para enriquecer a experiência, cujo ponto mais importante é a troca entre os participantes. Saiba mais O CineGRI - Cinema, Geopolítica e Relações Internacionais é um projeto de cultura e extensão universitária vinculado ao Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (NUPRI-USP) . Nossa proposta é promover os debates acadêmicos relacionados à Geopolítica e às Relações internacionais, por meio do Cinema, para além dos muros da universidade. Esta é a nossa maior motivação: afetar a comunidade externa à USP procurando sensibilizar, debater e transformar de forma efetiva a realidade que acessamos por meio da nossa atuação. ​ Para atingir seu propósito de promoção do diálogo sobre geopolítica e relações internacionais a partir da linguagem cinematográfica para a população, o CineGRI incentiva que interessados colaborem para o desenvolvimento do projeto de diversas formas. Saiba mais sobre o projeto Conheça a Revista CINEstesia A revista que visa uma interdisciplinaridade ainda pouco desenvolvida na academia, cujo pilar central centra-se no cinema. Nesse sentido, a revista volta-se para aqueles que possuem pouco espaço para publicar suas produções científico-acadêmicas: os graduandos. Saiba mais Geopolítica para vestibular Industrialização e trabalho Wakanda e o Reinado da Representatividade Pandemia, desemprego e saúde mental: dá pra se adaptar? Ganhamos ou perdemos? O que realmente significam as eleições estadunidenses de 2020? Jovem, Talentosa e Preta - Nina Simone e os Direitos Civis Eleições estadunidenses, voto feminino e as sufragistas CineGRICast Ouça em nosso site Ou nos agregadores de podcast TVCineGRI Veja mais vídeos Acompanhe o CineGRI nas redes Siga @projetocinegri no Instagram Sobre o NUPRI O Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (NUPRI) nasceu em 1989, e foi a instituição pioneira da docência e da pesquisa de relações internacionais na USP numa época em que, embora existissem inciativas individuais de pesquisadores de relações internacionais, não existia uma instituição que desenvolvesse de maneira mais sistemática docência e pesquisa nesta área. ​ Desde 2004, quando assume a coordenação do NUPRI o professor Rafael Duarte Villa, docente do Departamento de Ciência Política e do Instituto de Relações Internacionais, continua se enfatizando a pesquisa como o eixo da identidade no núcleo. Várias pesquisas nacionais e internacionais foram desenvolvidas, com o apoio da FAPESP, do CNPq, da FINEP e da CAPES, destacando-se pesquisas relacionadas com visões das elites latino-americanas sobre a democracia, pesquisas sobre política externa dos Estados Unidos para a América, e sobretudo diferentes pesquisas sobre segurança internacional da América Latina. Saiba mais sobre o NUPRI

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