A verdade inconveniente do aquecimento global


#PraCegoVer [FOTOGRAFIA]: À esquerda da imagem, uma projeção em 3D do planeta terra, com os continentes em verde, as partes com gelo em azul claro e o mar em azul escuro. À direita, está o ex vice-presidente do EUA, Al Gore, em pé, vestindo um terno preto e uma camisa social azul clara.


As alterações climáticas referem-se à variação do clima em escala regional ou global da Terra ao longo do tempo. Dizem respeito a mudanças de temperatura, precipitação, nebulosidade e outros fenômenos climáticos em comparação aos dados de médias históricas.


Com o advento da primeira Revolução Industrial, o processo de mecanização foi massificado em nível global, o que elevou os níveis de gases resultantes da queima de combustíveis fósseis, dentre eles o gás carbônico, o metano e o óxido nitroso. Esse aumento faz com que a radiação incidente na terra não saia (visto que parte do calor deve ser dissipado para fora do planeta); então, os gases concentram-se na camada de ozônio, acirrando o fenômeno chamado de efeito estufa e aumentando a temperatura do planeta. Isto causa o evento a que convencionou-se chamar de aquecimento global, que leva ao degelo das calotas polares e ao aumento do nível dos mares, influenciando diretamente no equilíbrio dinâmico da natureza.

Levando em consideração o fato de que a arte imita a vida, seja no cinema, na pintura e na literatura, é comum que estas manifestações tragam problemáticas da sociedade, espelhando os problemas existentes na realidade. Isto não seria diferente em relação à influência da industrialização intensiva, do desmatamento e dos impactos de ambos na natureza, especialmente no aquecimento da atmosfera.


O documentário Uma verdade inconveniente (2007), dirigido Davis Guggenheim e apresentado pelo ambientalista e ex-vice-presidente dos Estados Unidos da América Al Gore, retrata de forma realista as consequências do aquecimento global no século XXI, mostrando os mitos e equívocos existentes em torno do tema e também possíveis saídas para que o planeta não passe por uma catástrofe climática. Para isso, Al Gore utiliza um discurso tipicamente informativo, elaborado a partir de palestras realizadas em vários lugares do mundo. O apresentador aborda de maneira precisa como a temperatura do planeta terra se intensifica, tendo como causa os impactos ambientais de ações antrópicas, relativas às que o ser humano vem cometendo contra o próprio meio em que vive. O derretimento das geleiras nas mais diversas partes do planeta, por exemplo, é resultado destas ações - devido ao aumento massivo dos gases do efeito estufa e os impactos climáticos do desmatamento e das queimadas.

Embora os dados divulgados pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) chamem a atenção sobre a relação intrínseca entre o aumento da temperatura e a concentração de dióxido de carbono na atmosfera, a ocorrência desses fenômenos vem se intensificando cada vez mais, como é notável pelas enchentes, as secas e os furacões. O sumário executivo do IPCC aponta para a importância de combater o desmatamento, promover recuperação florestal, mudar práticas agrícolas e frear a degradação das terras no mundo inteiro como medidas capazes tanto de combater a mudança do clima quanto de promover a adaptação da sociedade a elas. A redução do desmatamento e da degradação tem o potencial de mitigar até 5,8 bilhões de toneladas de CO2 por ano no mundo.


Al Gore aponta diversas catástrofes relacionadas ao aquecimento global, dentre elas o furacão Katrina nos Estados Unidos, as intensas ondas de calor na Europa, as inundações na China e o derretimento das geleiras do Monte Kilimanjaro. O ambientalista ressalta que sempre foi considerada quase impossível a formação de furacões no Atlântico Sul, porém, em 2004, o Brasil foi atingido pelo furacão Catarina.


É importante ter em mente que a intenção de Al Gore não é escandalizar e assustar as pessoas ao apresentar estes dados, mas reiterar que o nosso planeta é um recurso finito, embora nosso sistema econômico priorize o lucro em detrimento da natureza. Diante deste cenário, é necessário realizar a mudança de postura, consciência, hábitos e principalmente de produção, a fim de que as empresas adotem um modo de criação mais sustentável.


Que isso seja feito enquanto possível, para que não se faça valer o provérbio indígena utilizado como um aviso ao mundo pelo Greenpeace: "Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que dinheiro não se come.” A chance de mudar o amanhã está no hoje.


Karolina da Silva Ávila

Graduanda em Geografia (FFLCH/USP) e bolsista do projeto CineGRI 2019/2020.


#Sustentabilidade, #Aquecimentoglobal, #Efeitoestufa, #Meioambiente, #conscientização, #Algorenobeldapaz


Referências bibliográficas


Climate change and IPCC special report on climate change, desertification, land degradation and greenhouse gas fluxes in territorial ecosystems, IPCC, 2019, disponível em: https://www.ipcc.ch/report/ar5/wg1/ Acesso em: 27/08/2020

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