O caminho é uma terra inabitável

Não faz muito tempo que São Paulo passou pela maior crise hídrica jamais vista. Em 2014, o nível do principal conjunto de reservatórios da região metropolitana, o Sistema Cantareira, chegou a 14,6%, o mais baixo desde que foi criado, em 1974. A população sofreu com interrupções de fornecimento que chegavam a 30 dias, era cada vez mais comum os banhos de canecas e o armazenamento de água inapropriado.


#PraCegoVer: Foto do reservatório de água localizado na Cantareira, na imagem observamos a terra seca em primeiro plano, ao fundo um pouco de água e as comportas completamente amostra evidenciando a crise hídrica.

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/03/140321_seca_saopaulo_rb


A última pesquisa realizada pelo MapBiomas, mostra que o Brasil perdeu nos últimos 30 anos, 15,7% de sua superfície de água, esses dados representam 3,1 milhões de hectares, ou seja, já perdemos um Nordeste e meio de água. Esses impactos estão diretamente ligados ao nosso modelo econômico atual.


O sistema econômico capitalista que sufoca e seca as nossas águas com seus grandes projetos lucrativos, é responsável por consumir grande parte de nossa água, parte do nosso abastecimento é destinada para manutenção de latifúndios e fábricas. Muitos se enganam achando que o maior culpado é o vizinho que lava a calçada com água, claro que não devemos desperdiçar a nossa água, mas é preciso entender a complexidade dessa cadeia de consumo e quais são os principais culpados pelo desequilíbrio climático que estamos enfrentando nos últimos tempos.


#PraCegoVer [ANIMAÇÃO]: No centro da imagem, o personagem Wall-E (um robô) observa um objeto que o chama a atenção. O personagem está no meio de uma pilha de lixo abandonado pelos seres humanos.

Fonte:https://www.omelete.com.br/filmes/wall-e-completa-10-anos-relembre-10-easter-eggs-do-filme#3


A consciência do nosso consumo desenfreado deve começar desde cedo, por isso, o filme Wall-e dirigido por Andrew Stanton (2008) é uma ótima opção para quem quer começar a entender o destino da humanidade, além disso, aborda vários aspectos interessantes que podem ser trabalhados na sala de aula. Esse clássico do cinema retrata de maneira sensível e divertida os rumos de uma sociedade que não se importa com a escassez dos nossos recursos naturais, fazendo com que parte dos seres humanos busquem outras formas para sobreviver.


Essa produção cinematográfica parece distante da nossa realidade e ao mesmo tempo tão próxima das projeções que especialistas têm desenhado para o futuro da humanidade.


No site do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) apresenta uma matéria importante sobre a conferência das Nações Unidas sobre as mudan